Mounjaro aumenta risco de desconforto digestivo com frituras, alertam nutricionistas

Com a popularização do Mounjaro, usado no tratamento da obesidade e diabetes, nutricionistas alertam que o medicamento retarda o esvaziamento gástrico, podendo intensificar náuseas, refluxo, [...]

Com a popularização do Mounjaro, usado no tratamento da obesidade e diabetes, nutricionistas alertam que o medicamento retarda o esvaziamento gástrico, podendo intensificar náuseas, refluxo, gases, sensação de empachamento e reduzir a absorção de nutrientes quando combinado com certos alimentos. Eles destacam que o uso do fármaco requer atenção especial à alimentação para evitar esses desconfortos.

Os especialistas apontam cinco grupos de alimentos a serem evitados: frituras e alimentos muito gordurosos (como pastel, batata frita, torresmo, coxinha e carnes gordurosas) porque a gordura permanece mais tempo no estômago; açúcar e doces concentrados (brigadeiro, bolos recheados, refrigerante, sucos adoçados) que provocam picos de glicemia e risco de hipoglicemia; bebidas alcoólicas, que irritam o estômago e agravam náuseas; laticínios pesados e cremosos (queijos amarelos, creme de leite, leite integral) que exigem digestão lenta; e ultraprocessados (embutidos, salgadinhos, macarrão instantâneo, fast‑food) que contêm gordura saturada, açúcares ocultos, sal em excesso e aditivos irritantes.

Como alternativas, recomendam preparações grelhadas, cozidas, assadas ou em airfryer, frutas inteiras e sobremesas leves ricas em fibra, consumo moderado de álcool apenas com alimento, iogurte natural sem açúcar, queijos brancos e leite semidesnatado, além de alimentos “de verdade” como arroz, feijão, hortaliças, carnes magras, ovos e frutas. Essas escolhas ajudam a reduzir a sensação de estômago parado e favorecem a digestão.

A nutricionista Renal Almeida enfatiza que o Mounjaro não exige dieta restritiva, mas sim a escolha de alimentos que o corpo consiga processar melhor, sugerindo refeições menores ao longo do dia, maior ingestão de água e alimentos ricos em fibras e proteínas magras, como legumes, verduras, grãos integrais, ovos e peixes. Ela ressalta a importância de acompanhamento especializado, alertando contra a banalização e o uso indiscriminado do medicamento.

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