Motoristas aguardam confirmação de compromissos com novo grupo do Consórcio Guaicurus

Após a aquisição do Consórcio Guaicurus pela HP Mobilidade, motoristas de Campo Grande esperam que novos donos honrem acordos trabalhistas. O presidente do sindicato da [...]

No dia seguinte à confirmação da compra do Consórcio Guaicurus pelo grupo goiano HP Mobilidade, motoristas do transporte público de Campo Grande manifestam a expectativa de que os novos proprietários cumpram os compromissos estabelecidos anteriormente. A solicitação é reforçada pelo STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande).

Demétrio Freitas, presidente do sindicato, expressou sua esperança de que a nova gestão mantenha os acordos feitos com os trabalhadores. Ele enfatiza a importância de garantir o pagamento pontual dos salários e a necessidade de melhorar as condições de trabalho, além de atualizar a frota de ônibus. "Vamos cobrar tudo o que foi acordado na convenção, incluindo a estabilidade no emprego", afirmou Freitas.

O dirigente sindical também reconhece que a troca de gestão pode gerar insegurança entre os motoristas. "Mudanças são naturais quando novos empresários assumem, mas a incerteza é grande, pois não conhecemos a nova administração. Por isso, vamos acompanhar de perto o que acontecerá", comentou. A comunicação oficial da empresa ainda é aguardada.

Freitas destaca que a principal expectativa gira em torno da renovação do transporte público, que enfrenta sérios problemas há 14 anos sob a gestão do Consórcio Guaicurus. "Esperamos melhorias tanto para os trabalhadores quanto para os usuários, especialmente considerando que o novo grupo já tem experiência em outras regiões do Brasil", concluiu.

A compra do consórcio foi confirmada pela prefeita Adriane Lopes (PP), que mencionou que ainda é necessário validar a transição. Lopes demonstrou otimismo em relação à proposta da HP Mobilidade, que já era comentada nos bastidores desde abril deste ano.

Em nota, o Consórcio Guaicurus confirmou a venda, que inclui a operação de uma frota defasada, com 12 ônibus fabricados em 2010. Esses veículos, com 16 anos de uso, representam uma parte significativa dos problemas enfrentados pelos passageiros diariamente.

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