Morte de jovem em Campo Grande gera investigação sobre consumo de energéticos

A polícia investiga a morte de Gabriella Vieira Alexandre, de 23 anos, encontrada em seu banheiro em Campo Grande. A possibilidade de influência de bebidas [...]
Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, porém a jovem já estava em óbito. — Fo

Gabriella Vieira Alexandre, uma jovem de 23 anos, foi encontrada morta em sua casa, localizada no bairro Parque do Sol, em Campo Grande, na manhã de segunda-feira, 27. A polícia não descarta a possibilidade de que o consumo de energéticos tenha influenciado o aneurisma que levou ao falecimento da jovem, uma vez que diversas latas da bebida foram encontradas na residência.

De acordo com o boletim de ocorrência, no local, foi encontrado um copo térmico contendo uma bebida semelhante a energético, além de um bolo que havia sido parcialmente consumido. A presença de múltiplas latas de energético sugere um consumo excessivo da bebida por parte de Gabriella.

A perícia foi acionada e, juntamente com uma equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), iniciou a investigação sobre as circunstâncias da morte. Durante os procedimentos, foram apreendidos o celular de Gabriella, amostras da bebida e do bolo, além de um simulacro de arma de fogo.

Após a conclusão dos trabalhos periciais, o marido de Gabriella foi levado à Deam para prestar depoimento. A polícia solicitou um exame necroscópico para determinar o que a jovem havia ingerido antes do óbito.

No momento em que o Corpo de Bombeiros foi chamado, os profissionais já encontraram a jovem em óbito. Relatos indicam que o companheiro de Gabriella, que tinha conhecimento em manobras de reanimação, tentou socorrê-la ao perceber que ela havia demorado a sair do banheiro. Ele arrombou a porta ao não receber resposta e começou as manobras, mas não obteve sucesso.

É importante destacar que, na semana anterior, Gabriella havia procurado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixas de dores de cabeça. Ela foi medicada e recebeu uma receita de analgésico. Contudo, testemunhas afirmam que a jovem já vinha reclamando desse desconforto há mais tempo.

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