Ferramenta criada por desenvolvedora visa dar às mulheres mais segurança em encontros amorosos.
Inspirada na morte da jornalista Vanessa Ricarte, IA permite verificar antecedentes criminais antes de encontros, visando aumentar a segurança das mulheres.
A brutalidade do caso da jornalista Vanessa Ricarte, assassinada pelo ex-noivo, motivou a desenvolvedora Sabrine Matos a criar uma Inteligência Artificial (IA) para auxiliar mulheres a verificarem antecedentes criminais de potenciais parceiros antes de encontros. A ferramenta, chamada Plinq, busca evitar tragédias como a que vitimou a jornalista sul-mato-grossense.
A plataforma Plinq permite que usuárias insiram o nome, telefone e data de nascimento de um indivíduo para gerar um relatório com processos judiciais e uma avaliação de risco. A consulta, que tem um custo, garante o anonimato da usuária e oferece um “tradutor jurídico” para facilitar a compreensão dos processos.
Como funciona a Plinq?
O processo é simples: após inserir os dados do indivíduo, a IA gera um relatório com “bandeiras” indicando o nível de risco: “Red Flag” (perigo extremo), “Yellow Flag” (atenção) e “Green Flag” (sem risco aparente). A plataforma também oferece explicações sobre os processos encontrados.
Sabrine Matos destaca que a consulta é confidencial e que a plataforma já conta com mais de 28 mil usuárias e 30 mil pesquisas realizadas. A desenvolvedora busca parcerias para tornar o serviço gratuito e acessível a todas as mulheres.
O projeto já faturou mais de R$ 250 mil e a expectativa é alcançar três milhões de usuárias futuramente.