Morte de fiscal tributário em Campo Grande é classificada como homicídio qualificado

O caso do fiscal Roberto Carlos Mazzini, morto a tiros por Alcides Bernal, foi registrado como homicídio qualificado por traição e emboscada. Bernal alegou legítima [...]
Local onde ocorreu o crime — Foto: Local onde ocorreu o crime (Henrique Arakaki,

Roberto Carlos Mazzini, fiscal tributário estadual de 61 anos, foi morto a tiros pelo ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. O crime foi classificado como homicídio qualificado, com as qualificadoras de traição e emboscada. Segundo informações, Bernal disparou contra Mazzini, atingindo-o no abdômen e nas costas, após uma discussão na garagem da casa de Bernal.

O imóvel, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, Centro de Campo Grande, pertencia anteriormente ao ex-prefeito, mas foi leiloado e comprado por Roberto em 2025 por R$ 2,4 milhões devido a falta de pagamentos. Vídeos preliminares mostram Bernal entrando na casa armado.

Após o disparo, o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas Roberto não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O ex-prefeito se apresentou na Primeira Delegacia, alegando que acreditava estar sendo perseguido e que invadiram sua residência. A arma usada no crime, um revólver calibre .38, foi apreendida com munições intactas e deflagradas.

Testemunhas afirmaram que Roberto não teve tempo de reagir. A defesa de Bernal, representada pelo advogado Wilton Edgar Acosta, argumentou que o ex-prefeito agiu em legítima defesa durante a ocorrência.

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