Prisão preventiva do ex-presidente foi cumprida neste sábado
Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, citando risco de fuga após convocação de vigília em sua residência.
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada em cumprimento à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, devido à convocação de uma vigília nas proximidades de sua residência, onde ele cumpre prisão domiciliar.
Segundo Moraes, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar uma “eventual tentativa de fuga do réu”. A decisão determina a realização de uma audiência de custódia por videoconferência e a disponibilização de atendimento médico integral.
Todas as visitas devem ser previamente autorizadas pelo STF, exceto as de advogados e da equipe médica responsável pelo tratamento de saúde de Bolsonaro.
Risco de Fuga
O documento cita como argumento para a possibilidade de fuga, “informações que o condenado na mesma ação penal, Alexandre Rodrigues Ramagem, evadiu-se do país com a finalidade de se furtar a aplicação da lei penal, estando atualmente na cidade de Miami, nos Estados Unidos”.
Além disso, menciona a convocação de um senador para uma vigília de orações próxima à casa de Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares estabelecidas pelo STF, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com autoridades estrangeiras e uso de redes sociais.
