Os moradores da rua General Mello e da rua Doutor Ferreira, situadas na região central de Campo Grande, estão expressando descontentamento em relação às festas de rua que ocorrem com frequência no local. Entre os eventos que têm gerado reclamações está o Festival da Diversidade, realizado no último sábado (27). Os residentes relatam que a situação tem se deteriorado, com episódios de brigas, furtos e acúmulo de lixo, além do incômodo provocado pelo som alto durante a noite.
Uma das moradoras da região, que preferiu não se identificar, comentou que os eventos têm atraído pessoas em situação de rua, o que, segundo ela, tem contribuído para um aumento nos furtos nas residências. "Nosso bairro tornou perigoso, cheio de 'noias' em nossas calçadas, gente bêbada, não se respeita a lei do silêncio. É todo dia zona total em nosso bairro, não podemos deixar mais nossos carros em frente de casa", afirmou.
A mesma moradora expressou preocupação com o evento daquela noite, questionando sobre os horários de término das festividades. "Estou muito preocupada com o que vai ser hoje e que horas vai acabar isso, como será nossa noite, aqui já está tudo fechado", disse.
Outro morador da rua Doutor Ferreira também relatou os impactos negativos dos eventos. Ele mencionou que a situação piorou significativamente nos últimos três anos, citando o som alto e a insegurança. "Entraram na nossa casa e roubaram, levam roupa do varal. Na noite passada teve briga em frente de casa, a gente liga para a polícia, mas não adianta nada", contou.
As consequências dos eventos se estendem até a rotina das famílias. Uma moradora destacou que sua vizinha, que tem uma bebê, enfrenta dificuldades para dormir devido ao barulho constante. "Por que essas coisas, shows, Carnaval, eventos têm que acontecer aqui? Ninguém respeita a gente. Estamos sofrendo, não temos paz. A lei do silêncio não funciona aqui no centro da cidade, no bairro dos Ferroviários. Estamos com medo de retaliação", concluiu a residente.