Mísseis Russos Hipersônicos: Londres Atingível em Minutos, Alerta Chefe da Otan

A Europa Ocidental enfrenta uma nova ameaça com o desenvolvimento de mísseis russos de última geração. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, expressou preocupação com [...]

A Europa Ocidental enfrenta uma nova ameaça com o desenvolvimento de mísseis russos de última geração. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, expressou preocupação com a capacidade desses artefatos de atingir cidades como Londres em um intervalo de tempo surpreendentemente curto após a detecção de seu lançamento.

Durante o anúncio de um plano de resposta da Otan para reforçar as defesas nas regiões de fronteira europeias, Rutte destacou que os novos mísseis, incluindo o Orenshik, que pode alcançar velocidades dez vezes superiores à do som, representam um risco significativo para toda a Europa.

“A percepção de maior segurança em Madri ou Londres em comparação com Tallin (Estônia) ou Vilnius (Lituânia) é ilusória. Os mísseis russos mais modernos, ao serem lançados, atingirão Madri ou Londres em apenas cinco a dez minutos a mais do que levariam para alcançar Tallin ou Vilnius”, afirmou Rutte.

Embora o secretário-geral da Otan não tenha especificado os tipos de mísseis em questão, a Rússia tem demonstrado interesse em implantar uma nova geração de mísseis hipersônicos Orenshik, capazes de transportar ogivas nucleares e atingir alvos em todo o continente europeu, dependendo do ponto de lançamento em território russo.

No ano anterior, após um lançamento experimental do míssil Orenshik na Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que o artefato possui a capacidade de superar os sistemas de defesa antimíssil existentes.

Paralelamente, a Otan anunciou um plano para fortalecer a defesa do flanco oriental da Europa, seguindo-se a incidentes recentes envolvendo drones que violaram o espaço aéreo polonês. A Polônia interpretou essas incursões como uma possível tentativa russa de testar as capacidades de resposta do país e da Otan.

Em resposta aos incidentes, os Estados Unidos se uniram a outros aliados ocidentais para expressar preocupação e acusar Moscou de violar o direito internacional e a Carta da ONU.

A Rússia, por sua vez, declarou que suas forças estavam conduzindo operações na Ucrânia no momento das incursões dos drones e negou a intenção de atingir alvos na Polônia.

A Otan lançou a operação “Sentinela Oriental”, que envolve o envio de recursos terrestres e aéreos de países aliados, incluindo Dinamarca, França, Reino Unido e Alemanha, para reforçar as defesas na região.

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