Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) analisaram e questionaram a atuação da Polícia Federal (PF) no caso do Banco Master, identificando indícios de direcionamento a uma autoridade da Corte durante investigações. O conteúdo apurado em diálogos apreendidos em celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido em busca e apreensão, foi considerado inadequado pelo tribunal, que não reconhece o envolvimento como mero cruzamento de dados casual.
A participação da ex-mulher de Dias Toffoli, citada no relatório ao detalhar mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro, reforçou a percepção de que a PF adentrou em relações privadas do ministro. Integrantes da Corte entendem que isso configura uma investigação deliberada, ao invés de um “encontro fortuito”, como alegou a corporação.
No encontro, que durou cerca de três horas, os ministros concluíram que a exposição de interlocuções e convites envolvendo Toffoli compromete a autonomia do STF. A corporação não pode conduzir investigações próprias contra integrantes do tribunal, sob risco de constrangimento institucional.
Toffoli, após defender sua permanência na relatoria, decidiu deixar o comando do inquérito sobre as fraudes no Banco Master. O tribunal destacou apoio ao ministro e afirmou que não há justificativa para suspeição ou impedimento, apesar das críticas públicas.
