Ministro Eloy Terena inicia projeto para combater agrotóxicos em aldeias indígenas de Dourados

Em Dourados, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, anunciou um investimento de R$ 1,1 milhão para combater a contaminação por agrotóxicos em comunidades Guarani [...]
Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas. (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiam

O impacto dos agrotóxicos nas comunidades indígenas tem gerado preocupações em diversas regiões do Brasil, especialmente em Mato Grosso do Sul. Neste sábado, 16, Em Dourados, a 233 km de Campo Grande, ocorreu a assinatura de um importante acordo entre o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O projeto destina um investimento de R$ 1,1 milhão com a finalidade de mitigar os efeitos da contaminação por agrotóxicos nas aldeias Guarani e Kaiowá, com duração prevista de 12 meses.

A cerimônia de assinatura teve lugar na Faculdade Intercultural Indígena da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). A proposta do MPI abrange a capacitação de indígenas e profissionais de saúde, focando na identificação de casos de intoxicação e na elaboração de planos que visem à redução da exposição aos agrotóxicos em áreas críticas.

Durante o evento, Eloy Terena enfatizou que mais de 60% das comunidades indígenas da região sofrem com os impactos diretos da contaminação por agrotóxicos. O ministro destacou ainda as ações do Gabinete de Crise Guarani Kaiowá, ressaltando a relevância das iniciativas nas áreas de demarcação de terras, acesso à água e saúde indígena.

Os territórios identificados como prioritários para as ações incluem o tekoha Jopara, localizado em Coronel Sapucaia, a Terra Indígena Guassuty em Aral Moreira e a TI Guyraroká em Caarapó. A execução técnica do projeto ficará a cargo da Fiocruz, em colaboração com órgãos federais como a Funai, o Ibama e o Sesai, possibilitando um suporte multidisciplinar às comunidades afetadas.

Esta iniciativa não apenas visa enfrentar os desafios impostos pela contaminação, mas também busca promover uma melhoria significativa na saúde e na qualidade de vida dos Povos Indígenas que habitam o sul de Mato Grosso do Sul. Com uma abordagem focada na capacitação e na prevenção, o projeto se mostra essencial para a proteção dos direitos e da saúde das populações indígenas na região.

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