O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou um pedido de impugnação do registro de candidatura do deputado estadual Jamilson Name (PP). O parlamentar é réu na Operação Omertà e foi condenado em primeira instância a oito anos de prisão por envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença, definida em janeiro de 2025, ainda está em fase de recurso.
O procurador regional eleitoral Silvio Pettengil Filho apresentou a impugnação neste domingo (16), que foi encaminhada ao desembargador Sérgio Fernandes Martins, vice-presidente e corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Jamilson Name está em busca da reeleição nas eleições de 2026.
O MPE argumenta que, embora a condenação não tenha transitado em julgado, as evidências coletadas durante a Operação Omertà são suficientes, do ponto de vista eleitoral, para demonstrar a relação do deputado com uma organização criminosa, o que justificaria a inelegibilidade de sua candidatura.
Jamilson Name foi investigado na sexta fase da Operação Omertà, que foi deflagrada em dezembro de 2020 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A acusação aponta que ele teria atuado como líder de uma estrutura vinculada à exploração ilegal do jogo do bicho, especialmente na gestão financeira da organização.
Durante as investigações, Jamilson foi identificado como o principal líder da organização, que utilizava a empresa Pantanal Cap para ocultar e misturar recursos de origem lícita com valores derivados da prática ilegal do jogo do bicho. O MPE alega que, após a prisão de seu pai, Jamil Name, e de seu irmão, Jamil Name Filho, ele teria ampliado sua influência e autonomia dentro da organização criminosa.
Jamil Name, pai de Jamilson, faleceu em 2021 devido à Covid-19, enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte (RN). Jamil Name Filho permanece detido como parte das investigações da Operação Omertà.
Com informações correiodoestado.com.br