Militares e médicos cubanos deixam a Venezuela, encerrando parceria de 20 anos

A saída de soldados e médicos cubanos da Venezuela marca o fim de uma colaboração de mais de duas décadas, essencial para o chavismo e [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

Soldados, agentes de inteligência e milhares de médicos cubanos estão deixando a Venezuela. A retirada, acelerada nas últimas semanas, encerra uma parceria estratégica de mais de 20 anos, crucial para a sobrevivência do chavismo e para a influência de Havana na América Latina.

O processo teve início com a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro. Durante a operação americana em Caracas, 32 guarda-costas cubanos morreram, confirmando a presença militar no país. Desde então, o governo dos Estados Unidos tem pressionado Delcy Rodríguez a romper com Havana como condição para qualquer reaproximação com Washington, e ela, pelo menos por enquanto, aceitou.

Assessores cubanos foram removidos de suas funções na Direção Geral de Contrainteligência Militar, e a guarda pessoal cubana que protegia Chávez e Maduro também foi dispensada. Embora esses sejam gestos simbólicos, eles têm um peso político significativo.

Além da esfera militar, milhares de médicos e enfermeiros cubanos que atuavam em programas sociais do chavismo em comunidades carentes estão retornando a Cuba. Essa colaboração médica, financiada pelo petróleo venezuelano, sustentou a economia cubana por décadas. A aproximação entre Venezuela e Estados Unidos envolve discussões sobre narcotráfico e migração, temas prioritários para o governo Trump na região.

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