Mendonça limita acesso da CPMI do INSS às quebras de sigilo de Vorcaro

O ministro André Mendonça determinou que a CPMI do INSS receba apenas documentos relacionados a créditos consignados no caso Vorcaro, frustrando senadores da comissão. [...]
Foto: Marcela Mattos

O ministro André Mendonça, relator das investigações no Supremo Tribunal Federal sobre fraudes do INSS, decidiu que a Polícia Federal deve fornecer à CPMI apenas uma parte das quebras de sigilo do banqueiro Daniel Vorcaro. Os senadores terão acesso restrito somente aos documentos que tratam dos créditos consignados, tema central da investigação.

A informação foi transmitida ao presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Os membros da CPMI expressaram descontentamento com a decisão, uma vez que esperavam receber o material completo das quebras de sigilo, que foram aprovadas em dezembro para o período de janeiro de 2016 a novembro de 2025.

Anteriormente, o então relator Dias Toffoli havia determinado que toda a documentação ficasse retida na Presidência do Senado. Mendonça, ao assumir o caso, revogou essa decisão, ordenando que as quebras fossem enviadas para a PF, que deveria compartilhar as informações com a CPMI.

A ordem foi emitida na última sexta-feira (20), mas até o momento o material não foi entregue. Durante uma conversa com o diretor-geral da PF, Viana foi informado sobre a limitação do acesso. Senadores da CPMI têm demonstrado preocupação com a demora na entrega e consideram convocar Andrei Rodrigues para esclarecimentos. A PF se comprometeu a fornecer a documentação até a próxima semana.

Leia mais

Rolar para cima