Médica veterinária é denunciada por tentativa de homicídio após incêndio no marido

O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra uma veterinária que incendiou seu marido em Campo Grande. O crime foi caracterizado como tentativa de homicídio com [...]

Na quinta-feira (2), o Ministério Público Estadual (MPE) protocolou uma denúncia contra uma médica veterinária acusada de tentar matar seu esposo, um servidor público federal de 41 anos, ao incendiá-lo na Vila Santa Luzia, em Campo Grande. O inquérito da Polícia Civil, concluído na quarta-feira (1º), havia inicialmente indiciado a mulher por crime de tortura, mas novos elementos levaram a uma atualização da acusação.

A denúncia do MPE aponta que, no dia 22 de junho, a veterinária tentou assassinar o marido, mas não obteve sucesso devido a fatores fora de seu controle. O crime, segundo os promotores, foi cometido por motivo torpe e com o uso de fogo, após uma discussão relacionada a desentendimentos conjugais. Em um ato de desespero, a mulher teria colocado substância inflamável nos pertences do marido e também em seu corpo.

Após a tentativa de incêndio, o homem se refugiou na garagem da residência, mas a veterinária, armada com um isqueiro, ateou fogo. Para conter as chamas, o servidor se jogou na grama, enquanto a filha do casal, de 22 anos, presenciou a cena e utilizou uma mangueira para apagar o incêndio em seu pai, que foi levado a um hospital para tratamento.

O MPE argumenta que o crime foi qualificado como tentativa de homicídio, uma vez que a mulher agiu com intenção de matar, motivada por ciúmes e a suspeita de que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal. O uso de fogo, segundo a denúncia, demonstra a crueldade da ação, que visou causar sofrimento desnecessário à vítima.

Caso o Poder Judiciário aceite a denúncia, a médica veterinária se tornará ré por tentativa de homicídio qualificado, sendo também solicitada a reparação por danos morais, que não deverá ser inferior a 20 salários mínimos. A defesa da acusada, embora reconheça o trabalho da Polícia Civil, do MPE e do Judiciário, ressalta a importância de considerar todos os elementos probatórios, incluindo a versão da própria vítima, para um esclarecimento completo dos fatos.

A defesa afirma que a apuração dos eventos deve respeitar o devido processo legal, garantindo o contraditório e a ampla defesa, o que é essencial não apenas para a investigada, mas também para a sociedade que espera uma investigação justa e baseada em provas concretas. A equipe de advogados continuará colaborando com as autoridades e tomará as medidas jurídicas necessárias para que novos elementos sejam devidamente considerados.

Leia mais

Rolar para cima