Em 2025, Mato Grosso do Sul alcançou marcos relevantes em seus indicadores educacionais, conforme dados da Pnad Contínua Educação, divulgados em 19 de maio. O estado registrou uma taxa de analfabetismo de 3,9% entre pessoas com 15 anos ou mais, um número inferior à média nacional de 4,9%. Essa redução representa uma queda de 5,4% em relação aos anos anteriores, embora tenha havido um leve aumento de 0,2 ponto percentual em comparação a 2024, quando a taxa era de 3,7%.
Atualmente, aproximadamente 87 mil sul-mato-grossenses se encontram na condição de analfabetos, o que coloca o estado na 12ª posição em relação às unidades da federação. Santa Catarina lidera com a menor taxa, de 1,5%, enquanto o Piauí apresenta o maior índice, com 13,1%. A análise também revela que, No Brasil, a taxa de analfabetismo atingiu o menor nível desde 2016, com 4,9% da população de 15 anos ou mais, totalizando 8,4 milhões de pessoas.
A pesquisa indica que o analfabetismo é mais prevalente entre a população idosa. Em Mato Grosso do Sul, 53 mil pessoas com 60 anos ou mais não sabem ler nem escrever, resultando em uma taxa de 12,3% nessa faixa etária, que representa 60,9% do total de analfabetos no estado. As taxas diminuem entre os grupos mais jovens: 6,6% entre pessoas com 40 anos ou mais, 4,6% entre aquelas com 25 anos ou mais e 4,1% na faixa de 15 anos ou mais.
Além disso, as mulheres têm apresentado uma taxa de analfabetismo inferior em comparação aos homens. Embora elas sejam a maioria entre os estudantes que trabalham, os homens compõem uma porcentagem maior dos estudantes que conciliam estudo e trabalho, com 42,2% contra 39,5% das mulheres. A pesquisa também aponta que estudantes pretos e pardos conciliam estudo e trabalho com mais frequência (42,8%) do que os estudantes brancos (37,3%).
Outro dado relevante é a diminuição do número de jovens de 15 a 29 anos que não estão envolvidos em atividades de estudo ou trabalho, conhecidos como 'nem-nem'. Em 2025, essa população representou 13,5% dos jovens Em Mato Grosso do Sul, uma queda em relação aos 14,8% de 2024 e bem abaixo dos 18,8% de 2019. O estado ocupa a quarta melhor posição nacional nesse aspecto, com uma taxa de 9,1% entre homens e 18,2% entre mulheres.