Mato Grosso do Sul registra terceira morte por chikungunya em Bonito

O município de Bonito, localizado a 300 km de Campo Grande, confirmou a terceira morte por chikungunya, aumentando o total de óbitos para 16 em [...]
Ações de prevenção contra o mosquito transmissor da chikungunya. — Foto: Ações d

Bonito, cidade situada a 300 quilômetros de Campo Grande, confirmou a terceira morte associada à chikungunya, conforme informações do Ministério da Saúde. A vítima, uma mulher com mais de 80 anos, eleva para 16 o total de óbitos registrados pela doença em Mato Grosso do Sul. A cidade já havia notificado duas mortes anteriormente: um homem de 72 anos em 19 de março e uma mulher de 87 anos em 20 de abril, ambos com comorbidades.

Além de Bonito, a cidade de Dourados é um dos locais mais afetados pela epidemia, contabilizando 10 mortes, incluindo a trágica perda de um bebê indígena de apenas 48 dias. Embora a prefeitura de Dourados tenha confirmado essa fatalidade, o dado ainda não foi atualizado no Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde. Com 174 casos prováveis de chikungunya, Bonito apresenta uma incidência alarmante de 695,1 casos a cada 100 mil habitantes, caracterizando uma epidemia na região.

Mato Grosso do Sul se destaca negativamente no panorama nacional da chikungunya, sendo o estado com o maior número de casos desde o início de 2026. Até agora, foram registrados 10.866 casos prováveis, o que representa 77% do total notificado em 2025. A incidência de 371,5 casos por 100 mil habitantes é quase 20 vezes superior à média nacional, que é de 18,7.

No contexto geral do Brasil, foram contabilizadas 23 mortes pela doença, das quais 16 (ou 69,5%) ocorreram no Mato Grosso do Sul. O estado lidera o ranking de incidência, seguido de Goiás, Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Rio Grande do Norte, que apresentam incidências de 126,3, 46,7, 42,9, 22,5 e 14,6 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.

Diante do aumento da doença, as autoridades de saúde têm intensificado as ações de prevenção contra o mosquito transmissor da chikungunya, visando conter a disseminação do vírus. A situação reforça a necessidade de cuidados e campanhas educativas para a população, a fim de minimizar o impacto da doença em Mato Grosso do Sul e em todo o Brasil.

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