A cidade de Dourados continua a ser um foco de atenção em relação à chikungunya, com quatro mortes suspeitas em investigação. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou 12 óbitos e 4.306 casos da doença, representando 44% do total de 27 mortes registradas no Brasil até o momento. A nova morte suspeita é de um homem de 71 anos, e outros três óbitos em análise envolvem pacientes de 50, 74 e 84 anos, todos residentes na área urbana e não indígenas.
Neste ano, foram feitas 8.904 notificações de chikungunya no município. Desse total, 4.879 são considerados prováveis, enquanto 4.306 foram confirmados. Até o momento, 573 casos permanecem em investigação e 4.025 foram descartados, segundo o boletim epidemiológico divulgado na última segunda-feira (25). Atualmente, 28 pacientes estão internados com suspeita ou confirmação da doença, com uma taxa de positividade nos exames de 51%, indicando que mais da metade dos testes realizados retornaram resultados positivos.
O cenário preocupa a nível estadual, visto que Mato Grosso do Sul registrou 19 mortes por chikungunya em 2026, o que representa 70,4% dos óbitos ocorridos no Brasil. Assim, cerca de sete em cada dez brasileiros que perderam a vida devido à doença são sul-mato-grossenses. A morte mais recente no Estado foi de uma mulher de 53 anos, moradora de Guia Lopes da Laguna, que faleceu após complicações de saúde que incluíam sintomas respiratórios. O resultado que confirmou chikungunya como causa da morte foi divulgado uma semana após seu falecimento.
No que tange às mortes registradas, Dourados lidera com 12 casos, seguido por Bonito e Jardim, com dois óbitos cada. Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna e Douradina têm um registro cada. Fora do Estado, os demais óbitos ocorreram em Goiás, com dois casos, e em São Paulo, com um caso. Vale ressaltar que, nos últimos anos, a incidência da chikungunya tem aumentado em várias regiões, refletindo um padrão de preocupação para as autoridades de saúde.
A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Desde sua introdução nas Américas em 2013, a doença tem gerado epidemias significativas em diversos países. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas geralmente mais intensos e duradouros. Febres altas e dores articulares são recorrentes, podendo persistir por mais de 15 dias, levando a dores crônicas em mais da metade dos casos. A doença pode também trazer complicações graves, incluindo problemas cardiovasculares e neurológicos.
Em vista dos sintomas apresentados, a orientação é que os pacientes procurem atendimento médico para um diagnóstico preciso. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão acessíveis através do Sistema Único de Saúde (SUS), que se mobiliza para atender a demanda crescente em Dourados e outras localidades afetadas pela chikungunya.