Os restos mortais dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas serão exumados 30 anos após o acidente aéreo que vitimou todo o quinteto. A cremação ocorrerá na segunda-feira, seguindo acordo das famílias para transformá-los em adubo e plantar cinco árvores no local onde estavam sepultados.
A iniciativa integra a construção do Jardim BioParque Memorial Mamonas, um espaço permanente dedicado aos cinco músicos: Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli. O memorial visa preservar a memória cultural da banda em Guarulhos, cidade onde foi formada na década de 1990.
No dia 2 de março de 1996, a aeronave que transportava os Mamonas Assassinas após um show em Brasília colidiu na Serra de Cantareira. Além dos músicos, morreram dois membros da equipe, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto, além do piloto e co-piloto.
O projeto simboliza a permanência da trajetória do grupo em Guarulhos. O memorial será construído onde os integrantes foram sepultados e celebrado por músicas como 'Pelados em Santos' e 'Robocop Gay'.
