Mal-Estar no Planalto após negociações dos EUA sobre minerais raros com Goiás

Os EUA buscam parceria para minerais raros, mas tratativas diretas com Goiás geraram desconforto no Planalto. Evento nos EUA atraiu empresas de mineração brasileiras. [...]

Os Estados Unidos estão em busca de uma parceria estratégica para o fornecimento de minerais raros, mas as negociações diretas com o governo de Goiás provocaram um mal-estar significativo no Palácio do Planalto. O governo americano planeja expandir suas cadeias de suprimento ao realizar um evento em que investidores dos EUA se encontrarão com empresas de mineração no Brasil.

A conferência, marcada como um importante evento de minerais críticos na América Latina, foi ofuscada pelo desgaste nas relações entre os países. Autoridades federais brasileiras, que foram convidadas, optaram por não participar do evento, após um pedido de autorização judicial do assessor para o Brasil do Departamento de Estado, Darren Beattie, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.

Beattie, que não é especialista no tema, tinha a intenção de assistir ao evento, o que motivou seu pedido de visto ao governo brasileiro. O Itamaraty, no entanto, revogou o visto, alegando que o pedido foi baseado em “falsas premissas”, uma vez que Beattie não havia agendado reuniões com o governo.

Apesar das tensões, Washington ainda busca firmar um acordo mais amplo com o governo federal brasileiro, com foco no desenvolvimento de capacidade de processamento de minerais no Brasil. Autoridades americanas acreditam que há potencial para investimentos significativos e já identificaram mais de 50 projetos de mineração que poderiam diversificar o fornecimento internacional e reduzir a dependência da China.

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