A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical da Argentina, convocou uma greve geral de 24 horas, sem manifestações, para a próxima quinta-feira, coincidentemente com o debate na Câmara dos Deputados sobre o projeto de reforma trabalhista proposto pelo presidente Javier Milei. Se o debate for adiado, a greve também mudará de data. Esta será a quarta greve geral durante o governo Milei.
A decisão da greve foi tomada em reunião virtual do Comitê Diretivo da CGT, após o governo anunciar a intenção de debater o projeto de lei nesta semana. Cristian Jerônimo, secretário-geral da CGT, afirmou que “todas as condições estão reunidas para a convocação de uma greve geral”. Milei busca a aprovação da lei antes de 1.º de março, quando inicia a sessão ordinária do Congresso.
A greve contará com o apoio dos principais sindicatos do setor de transportes, que preveem uma paralisação quase total dos serviços. Entre as entidades que prometem adesão estão a Unión Tranviarios Automotor, a Unión Ferroviaria e os sindicatos da Confederación Argentina de Trabajadores del Transporte, que incluem caminhoneiros e trabalhadores marítimos.
A decisão de não realizar manifestações foi tomada após um protesto recente que resultou em confrontos entre manifestantes e forças de segurança. O governo argentino anunciou também que fará alterações no sistema de licença médica incluído na reforma, após críticas ao artigo que reduz os salários dos trabalhadores ausentes por motivo de doença.
