Cláudia Batista da Silva denuncia negligência médica na Maternidade Cândido Mariano após a perda do filho Ravi durante o parto.
Cláudia Batista da Silva relata negligência médica na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, que resultou na morte de seu bebê durante o parto.
Cláudia Batista da Silva, mãe de Ravi, descreve como uma “cena de horror” o parto que resultou na morte de seu bebê na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande. O caso ocorreu no dia 16 de outubro, e a mãe denuncia negligência médica.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cláudia detalha sua experiência durante a internação. Ela chegou à maternidade na manhã do dia 15, após a bolsa romper, mas relata ter esperado horas por atendimento.
O parto foi induzido, prolongando-se até o dia seguinte.
Cláudia conta que, mesmo com a indução e seus esforços, a dilatação progredia lentamente. Após a troca de plantão, a nova equipe médica decidiu iniciar o parto sem que ela tivesse atingido a dilatação completa.
Segundo Cláudia, o momento do parto foi desesperador. Ela relata que seu esposo foi instruído a fazer força em sua barriga enquanto outro profissional puxava a cabeça do bebê.
Ravi nasceu com 53 centímetros e 4,1 quilos, mas Cláudia afirma que não houve episiotomia e que o parto foi realizado de forma forçada. O bebê nasceu sem vida, e a equipe médica tentou reanimá-lo por cerca de 35 minutos, sem sucesso.
Cláudia também descreve a frieza com que foi tratada após a perda, relatando que um médico minimizou sua dor e sugeriu que ela era jovem e poderia ter outro filho por cesariana. Ela decidiu tornar o caso público para buscar justiça e evitar que outras mulheres passem pela mesma experiência.
A Maternidade Cândido Mariano, em nota, afirmou que não houve falhas e que o caso será apurado internamente. A instituição declarou que a morte ocorreu por distócia de ombro, uma complicação obstétrica grave e imprevisível, e reiterou solidariedade à família.