Mãe é presa em flagrante suspeita de espancar adolescente de 14 anos em Campo Grande

A manicure de 40 anos foi detida pela PM e liberada após audiência de custódia neste domingo. A adolescente relatou agressões e ameaças após discussão [...]

Uma manicure de 40 anos foi presa em flagrante pela Polícia Militar na quarta-feira (21), em Campo Grande, suspeita de espancar a filha adolescente de 14 anos. A detenção ocorreu depois que a jovem pediu ajuda à irmã para ficar em sua casa, alegando ter sido agredida pela mãe. A suspeita passou por audiência de custódia na sexta-feira (23) no Fórum Heitor Medeiros e recebeu liberdade provisória, com a condição de participar de Oficina de Parentalidade do Programa Pai Presente.

Segundo o relato da adolescente, ela discutiu com uma colega na escola e foi liberada mais cedo. Ao chegar em casa, foi recebida com xingamentos e ameaças, como "vou te matar". A jovem contou que foi agredida com um soco no nariz, que causou sangramento, e teve o pescoço apertado pela mãe. Ainda de acordo com a apuração, a mulher teria usado um pedaço de ripa de madeira para golpear os braços da filha. Após saber que a adolescente estava na casa da irmã, a manicure teria enviado mensagens com novas ameaças e xingamentos.

A Polícia Militar foi até a residência da suspeita, que relatou aos policiais que a filha foi levada pelo diretor e por um professor da escola até a casa da irmã, antes do fim das aulas, por temor pela segurança da jovem. À polícia, a manicure disse que a adolescente teria ameaçado outra aluna durante a discussão, afirmando que a devolveria para a família em um caixão. A jovem foi suspensa por três dias. A mulher admitiu ter segurado a filha pelo pescoço e desferido um soco em seu rosto, mas negou as agressões com o pedaço de madeira.

Diante dos fatos, a suspeita foi encaminhada à Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada), onde o caso foi registrado. Após a audiência de custódia, ela deixou a prisão com a obrigação de comparecer à Oficina de Parentalidade. O caso segue em investigação.

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