Tauã Brito perdeu o filho Wellington durante operação policial no Rio de Janeiro e clama por justiça e oportunidades para jovens de favelas.
Tauã Brito denuncia a morte do filho durante operação policial no Rio e exige políticas públicas para a juventude das favelas.
Tauã Brito, mãe de Wellington, jovem de 20 anos morto durante operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, denuncia a execução do filho. A operação, que resultou em 121 mortos, é considerada a mais letal da história do estado.
Tauã relata que encontrou o filho com as mãos amarradas, indicando que ele estava rendido antes de ser morto. Ela questiona a ação policial, argumentando que, se Wellington não representava perigo, deveria ter sido preso, não morto.
A mãe descreve Wellington como um jovem amado, estudioso e trabalhador, que foi cooptado pelo tráfico de drogas na adolescência. Ela tentou convencê-lo a deixar a comunidade, mas ele se recusou.
Durante a operação, Tauã trocou mensagens com o filho, implorando para que ficasse em casa. Sem respostas, ela tentou ir até a mata, onde Wellington estava, mas foi impedida pela polícia.
Luta por Justiça e Políticas Públicas
Tauã clama por justiça e por políticas públicas para a juventude das favelas. Ela busca transformar o luto em denúncia, para que as circunstâncias da letalidade na Operação Contenção sejam esclarecidas e para que outros jovens não sejam iludidos pelo crime organizado.
Autoridades da segurança pública do Rio de Janeiro consideraram a operação um sucesso, afirmando que os mortos foram os que tentaram matar os policiais. Entidades de defesa dos direitos humanos e movimentos de favelas classificaram a ação como “chacina” e “massacre” e cobram uma investigação independente.