Mãe cobra justiça após perder bebê em maternidade: ‘Está virando um açougue’

Darlene Maciel cobra justiça e melhorias no atendimento da Maternidade Cândido Mariano após a morte de seu filho Levi durante o parto. [...]

Darlene Maciel busca responsabilização após a morte do filho Levi na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande.

Darlene Maciel cobra justiça e melhorias no atendimento da Maternidade Cândido Mariano após a morte de seu filho Levi durante o parto.

Três meses após a perda do filho Levi durante o parto na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, Darlene Maciel, de 27 anos, voltou a cobrar justiça e melhorias no atendimento às gestantes. Em vídeo, ela relembra a dor e pede que o caso não seja esquecido, especialmente após outra morte recente no hospital.

Darlene relata que chegou à maternidade com contrações e recomendação médica para cesariana, devido a complicações em gestações anteriores. No entanto, a equipe insistiu em exames de toque repetidos, adiando a cirurgia.

Segundo ela, Levi estava saudável, mas a demora no parto resultou em sofrimento fetal e, posteriormente, em sua morte.

“Meu filho estava perfeito, com 3,2 kg e 52 centímetros, mas demoraram demais para fazer o parto”, lamenta Darlene. Ela descreve a espera angustiante pela troca de plantão e a demora para ser levada ao centro cirúrgico, onde a situação se agravou.

Negligência e Sofrimento

No centro obstétrico, a espera continuou, e Darlene relata ter sentido dores intensas. Após o nascimento, Levi foi declarado morto, com o laudo apontando parada cardíaca, sofrimento fetal agudo e descolamento de placenta.

Darlene também sofreu hemorragia e precisou retirar o útero, sendo diagnosticada com trombose.

A mãe critica o tratamento dispensado às pacientes do SUS e questiona a falta de melhorias na maternidade, apesar do recebimento de verbas. Ela expressa solidariedade a outras mães que perderam seus filhos na mesma unidade e clama por justiça.

Darlene e seu marido, Erick de Oliveira Souza, pretendem acionar a Justiça, buscando investigação rigorosa do caso. “Meu filho não volta mais, mas quero justiça.

Que nenhuma outra mãe precise passar pelo que passei”, finaliza Darlene.

Leia mais

Rolar para cima