Seis lutadores foram suspensos pelo Conselho Nacional de Boxe (CNB) após a briga generalizada que marcou o encerramento da segunda edição do Spaten Fight Night, realizada no último sábado, em São Paulo. A confusão ocorreu após a luta principal entre Acelino “Popó” Freitas e Wanderlei Silva.
Entre os punidos estão os próprios Popó e Wanderlei Silva, além de Iago Freitas, Luis Claudio Freitas, Lucas Silva e André “Dida” Amado. A briga começou logo após a desclassificação de Wanderlei no quarto round, quando ele desferiu golpes ilegais, como chutes e cabeçadas, infringindo as regras do boxe.
A situação se agravou com a invasão do ringue pelas equipes dos lutadores, resultando em troca de socos e um tumulto generalizado. Durante a confusão, Rafael Freitas, filho de Popó, nocauteou Wanderlei Silva, que precisou ser encaminhado a um hospital na Zona Sul de São Paulo com fratura no nariz e cortes profundos no rosto.
O CNB determinou diferentes períodos de suspensão para cada atleta. Acelino “Popó” Freitas, Iago Freitas e Wanderlei Silva foram suspensos por 180 dias, de 30 de setembro de 2025 a 30 de março de 2026. Luis Claudio Freitas também recebeu uma suspensão de 180 dias, com o mesmo período de vigência. Lucas Silva foi suspenso por 90 dias, de 29 de setembro de 2025 a 29 de dezembro de 2025. Já André “Dida” Amado foi punido com a suspensão mais longa, de 365 dias, de 30 de setembro de 2025 a 30 de setembro de 2026.
O Conselho informou que, embora não possa punir formalmente os demais envolvidos na confusão que não são atletas ou segundos licenciados, recomendará que sejam impedidos de participar de eventos sancionados pelo CNB por um período a ser definido.
O CNB notificará todas as entidades parceiras para garantir que as sanções sejam válidas em outros esportes de combate, tanto para atuação profissional quanto para presença como público em competições. Após a briga, Popó passou por cirurgia na mão direita e recebeu alta. Wanderlei Silva relatou dores de cabeça e perda de memória desde o incidente.