Jornais e agências de notícias de vários países repercutiram a decisão do governo Lula de impedir a entrada de Darren Beattie, assessor de Donald Trump, no Brasil. O veto também se estendeu à visita que ele pretendia fazer ao ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
A viagem de Beattie ao Brasil, confirmada pelo Departamento de Estado, tinha como objetivo discutir a agenda de política externa 'America First'. A revogação do visto foi classificada como 'medida de reciprocidade' em resposta ao bloqueio de vistos de autoridades brasileiras nos Estados Unidos no ano anterior.
A proibição foi noticiada pela Associated Press, que ressaltou que a negativa de Moraes se deu por entender que a visita não se enquadrava no contexto diplomático e poderia ser vista como interferência interna. O Itamaraty também considerou que o encontro poderia ser interpretado como ingerência política, especialmente em um ano eleitoral.
O caso ocorre em um momento delicado nas relações entre Brasil e Estados Unidos, com tentativas de reaproximação entre Lula e Trump. O episódio ressalta os atritos persistentes entre as administrações, mesmo após indícios de melhora no diálogo bilateral.
