A condenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ação do presidente Donald Trump para capturar o ditador Nicolás Maduro e derrubar o regime tirânico na Venezuela contrasta com o tom ambíguo adotado em relação ao presidente autocrata Vladimir Putin na invasão da Ucrânia.
O governo brasileiro frequentemente abandona a neutralidade para classificar as ações dos EUA como medidas desumanas e violações flagrantes da soberania.
Lula comparou o impacto das sanções impostas pelos EUA à Venezuela a crimes de guerra, afirmando que o bloqueio é pior do que uma guerra.
A dualidade na política externa brasileira reflete a estratégia do governo Lula de fortalecer o bloco dos Brics, que recentemente incluiu a Venezuela e outros países não democráticos.
Nas manifestações sobre a Venezuela, Lula afirmou que é preciso respeitar a autodeterminação dos povos e a soberania territorial.
Em outubro do ano passado, Lula foi questionado sobre operações americanas contra o narcotráfico na costa venezuelana e respondeu que é preciso respeitar a Constituição e a soberania territorial.
Em contraste com a clareza ao defender a Venezuela, as declarações de Lula sobre a Ucrânia são ambíguas.
A falta de ênfase em direitos humanos nas declarações de Lula sobre a pressão americana foi criticada por ativistas.
Lula declarou que os EUA ultrapassam uma linha inaceitável com os bombardeios em Caracas e a captura de Maduro, afirmando que esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela.
