O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia é a resposta para lidar com o unilateralismo e o protecionismo. Em um artigo, Lula defendeu que o acordo contraria a lógica das guerras comerciais que segregam as economias e exacerbam a desigualdade.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia será assinado em Assunção, encerrando um processo de 26 anos de negociações. Lula destacou que a interdependência é uma necessidade e uma realidade, e que somente o trabalho conjunto entre Estados e blocos pode promover a paz e enfrentar os piores efeitos da mudança climática.
A publicação do artigo ocorre em paralelo ao anúncio de que o presidente não estará presente na cerimônia de assinatura do acordo. O Brasil defende o acordo, que criará a maior zona de livre comércio do mundo por população, com 720 milhões de pessoas e um peso econômico de US$ 22 trilhões.
Lula também propôs que o acordo demonstra que é possível uma governança mundial mais ativa, representativa, inclusiva e justa, e que os mesmos princípios guiam a busca por instituições multilaterais renovadas