Líbano denuncia Israel por ataques aéreos após cessar-fogo

O Líbano acusa Israel de realizar ataques aéreos em seu território, desrespeitando o cessar-fogo estabelecido. A violência resultou em mortes e feridos, enquanto Israel justifica [...]
Foto: Em 26 de abril de 2026, a cidade de Zawtar El-Charqiyeh, localizada no sul

O Líbano fez acusações contra Israel, afirmando que o país realizou "ataques brutais" em seu território, mesmo após a implementação de um cessar-fogo na última sexta-feira (19). Em uma declaração publicada no X, o exército libanês afirmou que a continuidade das hostilidades visa dificultar a busca por soluções que possam restaurar a estabilidade em Beirute.

De acordo com o comunicado, os bombardeios israelenses atingiram diversas localidades no sul do Líbano, resultando em "mais mártires e feridos" e causando destruição significativa em propriedades. Informações da NNA, a agência de notícias estatal do Líbano, indicam que ao menos sete pessoas, incluindo duas crianças, perderam a vida devido aos ataques, e outras sete permanecem soterradas sob destroços.

O exército libanês destacou um ataque específico na estrada Kfar Remane – Nabatieh, que resultou na morte de um soldado. Em resposta à situação, um oficial das IDF (Forças de Defesa de Israel) informou que os ataques se dirigiram a alvos do Hezbollah no sul do Líbano, após o grupo ter disparado mais de 50 projéteis contra tropas israelenses na região.

O oficial também afirmou que a estabilidade entre os dois países só será alcançada se o Hezbollah interromper as violações ao cessar-fogo. Em contrapartida, um porta-voz do Hezbollah declarou que o grupo não permitirá que Israel tenha "liberdade de ação" em um que considera "território libanês ocupado" e que não permitirá operações israelenses em solo libanês.

A situação permanece tensa, com ambos os lados se acusando mutuamente e a população civil sofrendo as consequências dos confrontos. O futuro do cessar-fogo e da estabilidade na região continua incerto, enquanto as hostilidades persistem e a comunidade internacional observa os desdobramentos.

Leia mais

Rolar para cima