Conferência Nacional debate desafios e perspectivas da comunidade LGBTQIA+ em Brasília.
Ministras, parlamentares e representantes da comunidade LGBTQIA+ defendem políticas públicas e participação social para combater a violência e a discriminação.
Ministras, parlamentares e representantes da comunidade LGBTQIA+ de todo o país defenderam a necessidade da combinação de políticas públicas e participação social como caminho de transformação no combate à violência e à discriminação. Eles participaram da abertura da 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, que vai até sexta-feira (25) em Brasília.
Uma política nacional voltada para a comunidade deve ser apresentada após o evento. Mais de 1,5 mil pessoas de diferentes regiões do país estão na capital para participar das discussões.
Com o lema “Construindo a Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+”, o encontro pretende ser um espaço de escuta ativa e de debates sobre desafios e perspectivas.
Desafios e Perspectivas
A ativista Jovanna Cardoso defendeu que a comunidade tenha acesso a programas e benefícios da mesma forma que hoje chegam às pessoas cisgênero. A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, ressaltou que o ativismo no Brasil é fundamental para a busca pelo aperfeiçoamento dos direitos e no combate à violência.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, anunciou a criação de um grupo de trabalho voltado para tratar dos casos de violações contra esse público, destacando as altas taxas de desemprego de pessoas trans.
Quatro ministras participaram do evento, defendendo a ampliação da política de cotas para a comunidade LGBT e o respeito à diversidade. Ao final do evento, a ministra da Cidadania e dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, recebeu relatórios de grupos de trabalho sobre violências sofridas em diferentes contextos, defendendo uma política nacional inclusiva para pessoas LGBT.