O leilão do aeroporto do Galeão, localizado no Rio de Janeiro, deverá receber apenas três propostas, ao contrário das cinco inicialmente esperadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos. O certame, considerado um dos mais importantes do mês de março, está marcado para o dia 30.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, havia informado que cinco empresas estavam interessadas em participar, além das atuais administradoras Changi e Vinci Compass. Contudo, as empresas Corporación America e Fraport, que também estavam entre as possíveis concorrentes, decidiram não apresentar propostas.
Esse leilão representa uma tentativa de reverter os problemas históricos enfrentados pelo aeroporto, que foi arrematado em 2013 por um consórcio entre Odebrecht e Changi em um contexto de otimismo econômico que não se concretizou. O valor de R$ 19 bilhões, na época, se tornou insustentável devido à recessão e à pandemia.
A nova concorrência, organizada após um ajuste contratual no Tribunal de Contas da União, é vista como crucial para o futuro do terminal. O vencedor assumirá a administração do aeroporto sem a sociedade com a Infraero e com novas condições de pagamento ao governo, que incluirão uma outorga anual variável.