‘Lambança’ fez prefeitura ficar sem dinheiro para pagar ônibus em Campo Grande

Atraso em repasses estaduais, motivado por falta de certidão, impede pagamento a motoristas de ônibus em Campo Grande, levando à paralisação e crise. [...]

Atraso em certidão causou suspensão de repasses estaduais e paralisação de motoristas.

Atraso em repasses estaduais, motivado por falta de certidão, impede pagamento a motoristas de ônibus em Campo Grande, levando à paralisação e crise.

A prefeitura de Campo Grande enfrenta dificuldades para quitar dívidas com o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público na cidade. Um erro administrativo simples, a falta de uma certidão negativa, impediu o repasse de verbas estaduais destinadas a cobrir a gratuidade de passes estudantis.

O atraso nos pagamentos resultou em paralisação dos motoristas, que não receberam seus vales-transporte. O vereador Papy classificou a situação como uma “lambança” da prefeitura, que agora corre para regularizar suas certidões e receber os repasses.

Segundo o vereador, o Consórcio Guaicurus aguardava o pagamento, mas a falta de recursos impossibilitou o pagamento dos motoristas. A dívida atual é de cerca de R$ 3 milhões, acumulada ao longo de quatro meses, elevando o débito total para R$ 9,5 milhões.

Dívida Total Milionária

Um laudo pericial, elaborado pelo IBEC (Instituto Brasileiro de Estudos Científicos) a pedido do consórcio, aponta que a dívida da prefeitura com as empresas de ônibus pode chegar a R$ 377 milhões. O estudo, apresentado à CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal, alega desequilíbrio econômico-financeiro no contrato de concessão desde 2013.

O IBEC identificou 16 fatores que contribuíram para o desequilíbrio, incluindo a redução artificial dos reajustes tarifários e a aplicação de índices menores que os previstos em contrato. A perícia calculou que as empresas deixaram de arrecadar R$ 466,8 milhões no período, dos quais R$ 89,7 milhões foram cobertos por subsídios municipais.

O laudo, assinado por Fernando Vaz Guimarães Abrahão e Érika Cristiane Oelke Rodrigues, é considerado uma peça fundamental na investigação da CPI. A prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o laudo e as acusações.

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