Keir Starmer reafirma permanência no cargo apesar de crise no governo britânico

Primeiro-ministro britânico justifica decisão em discurso após renúncias de assessores por escândalo envolvendo Jeffrey Epstein [...]
Jeffrey Epstein foi centro de um escândalo que abalou o governo britânico e levo

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou nesta terça-feira (10) que não renunciará ao cargo mesmo após revelações que vinculam seu governo ao caso do financista americano Jeffrey Epstein. Em um evento sobre custo de vida em Hertfordshire, Starmer afirmou que seu compromisso com o mandato e com as pessoas não será afetado pelas pressões.

O premiê vinculou críticas a uma suposta luta interna em seu governo e destacou que sua prioridade é atuar pelos milhões de britânicos que esperam melhorias. Ele também rejeitou a ideia de abandonar o cargo, mesmo com pedidos de renúncia vindos de aliados e opositores, como Anas Sarwar, líder do Partido Trabalhista Escocês.

Nos últimos dois dias, domingo (8) e segunda-feira (9), dois membros-chave de sua equipe renunciaram: o chefe de gabinete Morgan McSweeney e o diretor de Comunicação Tim Allan. McSweeney admitiu que havia recomendado a nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA, uma indicação que foi revertida após descobertas sobre os vínculos de Mandelson com Epstein, que morreu na prisão em 2019.

Ainda na semana passada, Starmer reconheceu que conhecia as ligações de Mandelson com Epstein, mas alegou que o assessor mentiu sobre a extensão do relacionamento. Pesquisas recentes mostram que apenas 18% dos britânicos têm uma opinião favorável sobre ele, enquanto 75% mantêm uma visão desfavorável, marcando a aprovação líquida mais negativa desde Rishi Sunak, em junho de 2024.

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