Keir Starmer anunciou nesta segunda-feira (9) que não renunciará ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, mesmo após um segundo assessor deixar a equipe devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos. A decisão foi divulgada ao time em Downing Street, onde o premiê insistiu que a política pode ser uma força para o bem e elogiou a contribuição de Morgan McSweeney, demitido um dia antes por seus laços com Jeffrey Epstein, criminoso sexual americano.
A saída de Mandelson havia gerado reações negativas após revelações sobre o papel do ex-assessor no governo, que colaborou com Epstein antes de sua prisão. Starmer expressou pesar pela situação, mas reafirmou confiança na capacidade de governar, destacando que McSweeney ajudou a transformar o Partido Trabalhista e a alcançar vitórias nas eleições de 2024.
Apesar da declaração, os ânimos continuam agitados, com críticos acusando o premiê de deixar a equipe desorganizada. O Partido Conservador, liderado por Kemi Badenoch, questionou a capacidade de Starmer para manter o controle, sugerindo até mesmo a necessidade de uma eleição interna no Trabalhista.
A crise também afeta os mercados, com aumento nos custos de empréstimos do governo britânico, sinal de apreensão dos investidores em relação a possíveis mudanças na política econômica.