O governo de Keir Starmer vivenciou nesta quinta-feira a terceira saída de um membro em menos de sete dias, com Chris Wormald deixando o cargo de secretário do gabinete e diretor do Serviço Civil por acordo mútuo.
Starmer agradeceu a trajetória de Wormald, que ocupou a função desde dezembro de 2024, e afirmou que sua saída foi um entendimento comum. A demissão, no entanto, ocorre em meio a críticas de que o premiê está insatisfeito com a equipe.
No domingo e na segunda-feira, Starmer já havia registrado perdas: o chefe de gabinete, Morgan McSweeney, e o diretor de Comunicação, Tim Allan, renunciaram. McSweeney reconheceu ter indicado Peter Mandelson para embaixador nos EUA em fevereiro, depois de revelações sobre os vínculos do diplomata com Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019.
Allan justificou sua renúncia pela necessidade de renovar a equipe em Downing Street, enquanto Starmer admitiu saber das ligações de Mandelson com Epstein ao nomeá-lo, mas alegou que o aliado omitiu detalhes sobre a relação.
Apesar das renúncias, a oposição e aliados, como Anas Sarwar, líder do Partido Trabalhista Escocês, têm exigido a saída de Starmer, que segue afirmando não intenção de deixar o cargo.
