A Justiça negou o pedido de três réus que tentavam anular a apreensão de equipamentos relacionados a um esquema de sorteios ilegais, durante a Operação Rodas da Sorte, realizada pela Polícia Civil. O influenciador Eduardo Razuk, seu irmão Rafael e o empresário paraibano Cícero Fabiano Melo Silva foram envolvidos na ação, que resultou na prisão de Eduardo em 18 de agosto, com sua liberação ocorrendo em 1º de setembro.
O juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, foi responsável pela decisão que manteve a validade das provas obtidas. A defesa dos réus argumentou a favor da anulação da apreensão dos materiais, o que, se aceito, poderia ter levado à desconsideração de provas fundamentais para o processo.
A Operação Rodas da Sorte envolveu a execução de mandados de busca e prisão em locais como Campo Grande, Rio de Janeiro e João Pessoa. Durante a ação, foram apreendidos 22 veículos de luxo, avaliados em R$ 20 milhões, além de cinco imóveis e cerca de R$ 500 milhões em contas bancárias dos investigados.
As investigações revelaram que os sorteios irregulares tiveram início em 2019, sendo que os prêmios frequentemente incluíam carros de luxo, avaliados entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, além de smartphones de última geração e transferências via Pix. A Polícia Civil esclareceu que essas rifas, realizadas de 2019 a 2025, ocorreram sem a devida autorização de órgãos reguladores competentes.
Embora as investigações tenham começado em 2019, o esquema ganhou notoriedade nacional em 2025, o que levou o grupo a modificar seu modus operandi, na tentativa de dar aparência de legalidade aos sorteios. A decisão judicial é um desdobramento importante na busca pela responsabilização dos envolvidos nesse esquema ilícito que impactou diversos consumidores e gerou significativa repercussão na sociedade.