Justiça mantém prisão de empresário investigado em desvio de R$ 27 milhões em MS

O empresário Francisco Anízio dos Santos, acusado de liderar esquema de desvio de recursos em Mato Grosso do Sul, teve pedido de liberdade negado pela [...]

O empresário Francisco Anízio dos Santos, identificado como um dos líderes do esquema que desviou R$ 27 milhões em Mato Grosso do Sul, permanecerá preso após a Justiça negar seu pedido de revogação da prisão. A decisão foi proferida pelo juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal, que não acolheu a argumentação da defesa sobre a necessidade de reavaliação da prisão preventiva.

O juiz fundamentou sua decisão ao afirmar que a necessidade da custódia cautelar continua válida e inalterada, uma vez que a prisão foi decretada há poucos dias e já havia passado por reavaliação no Juízo do Núcleo de Garantias da Capital. Segundo Ecco, não houve apresentação de novos fatos ou elementos que justificassem a alteração do quadro que levou à decretação da prisão.

Francisco foi detido no dia 7 de julho durante a Operação Gutenberg, que foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). As investigações apontam que ele atuava em conjunto com Rossana Paroschi Jafar e Heyder Bartz na execução do esquema fraudulento.

Além de negar a revogação da prisão, o juiz também não aceitou a substituição da detenção por medidas cautelares, argumentando que estas não garantiriam a proteção da sociedade nem impedirão o empresário de cometer novos delitos.

Em um desdobramento do caso, o empresário Giovanni Paroschi Jafar busca anular decisões tomadas pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, que incluem mandados de prisão. A ação, chamada exceção de impedimento, foi apresentada pelo advogado José Belga Trad, que representa Jafar, alegando que a juíza estaria impedida de atuar no processo devido à participação anterior de seu marido, o juiz Eduardo Eugênio Siravegna Júnior.

A investigação revelou que Giovanni, junto com Felipe e Olívia, era o verdadeiro proprietário da Editora Avante, que estava registrada em nome da ex-esposa de Giovanni, Rhayane Souza Fanaia. Todos os envolvidos permanecem detidos.

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