A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Pedro Luiz da Silva Moraes, conhecido como Chacal, integrante da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Atualmente foragido, ele é investigado por suposto envolvimento na morte do delegado da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, em setembro de 2025. Chacal deixou o sistema prisional em outubro de 2023, em Mossoró, após cumprir pena de nove anos por roubo, ameaça e formação de quadrilha.
A principal suspeita investigada pela Polícia Civil é de que o ex-delegado foi executado pelo seu histórico de atuação no combate ao crime organizado, em especial o PCC. O decreto de prisão foi emitido poucos dias após a polícia prender mais três suspeitos de participarem do crime. Um deles, apontado como apoio estratégico e logístico, foi capturado na região de Interlagos, na zona sul da capital.
Ruy Ferraz Fontes foi morto a tiros na noite de 15 de setembro, momentos após deixar a Secretaria de Administração em Praia Grande, no litoral paulista, onde trabalhava. A execução do ex-delegado aconteceu na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Nova Mirim, e foi registrada por câmeras de monitoramento. Nas imagens, foi possível ver o carro do ex-delegado sendo perseguido pelos criminosos, que, em seguida, fizeram uma série de disparos de fuzil contra o veículo.
A suspeita é que Chacal seja o “cabeça” do plano, e agora está faltando a última peça, de quem foi a pessoa que colocou esse mecanismo todo para funcionar. A polícia está muito perto de chegar a quem ordenou a execução, segundo o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, Ronaldo Sayeg.
