Justiça de Caarapó apura dívida de pensão alimentícia de vereador

O vereador Celso Aparecido Capovilla Penha, do município de Caarapó, enfrenta um processo judicial movido por sua ex-esposa devido ao atraso no pagamento da pensão [...]

Ex-esposa do parlamentar acionou a esfera judicial e pede desconto em folha de pagamento; político nega as acusações e alega motivação política

O vereador Celso Aparecido Capovilla Penha, do município de Caarapó, enfrenta um processo judicial movido por sua ex-esposa devido ao atraso no pagamento da pensão alimentícia das filhas.

A Justiça de Caarapó apura o atraso no pagamento de pensão alimentícia das filhas do vereador Celso Aparecido Capovilla Penha, após a ex-esposa do parlamentar acionar a esfera judicial na localidade. A dívida alegada ultrapassa R$ 2.196,63 e a mulher solicita o desconto dos valores diretamente da folha de pagamento do político, que recebe R$ 9.901,92 mensais.

De acordo com os autos do processo, o vereador teria deixado de cumprir suas obrigações financeiras desde agosto de 2025, conforme o documento, desrespeitando um acordo judicial homologado anteriormente. Este acordo de divórcio consensual, já transitado em julgado, estabelecia que o vereador pagaria uma pensão correspondente a 96% do salário mínimo vigente. O pagamento deveria ser feito em duas parcelas mensais, com metade no dia 5 e a outra metade no dia 20 de cada mês, depositadas na conta bancária da mãe das crianças.

Diante do não cumprimento, a ex-esposa recorreu à Justiça para forçar o pagamento. A ação faz dois pedidos principais, previstos no Código de Processo Civil para casos de dívida alimentar: intimação do vereador para, em três dias, quitar o débito, provar que já o fez ou justificar a impossibilidade, com a lei autorizando a decretação de sua prisão civil em caso de descumprimento. Adicionalmente, a mãe das crianças solicitou que um ofício seja expedido à Câmara Municipal de Caarapó para que o valor da pensão alimentícia seja descontado diretamente do salário do vereador Celso Penha e transferido para a conta dela, garantindo o sustento futuro das filhas.

Procurado por investigação jornalística, o vereador Celso Aparecido Capovilla Penha afirmou que não foi notificado de nenhum processo relacionado ao caso. Ele declarou que não existe nenhum processo e que as acusações seriam por questões políticas. Questionado sobre o não cumprimento do pagamento da pensão alimentícia desde agosto de 2025, mesmo havendo um acordo judicial homologado, o parlamentar explicou que o combinado previa o pagamento em duas parcelas mensais. Ele alegou que, em fevereiro do ano passado, fez um adiantamento e passou a pagar integralmente no dia 20. Já em fevereiro deste ano, afirmou ter adiantado mais metade do valor, justificando que na Câmara Municipal o pagamento dos salários ocorre apenas no último dia do mês, após a sessão. Sobre a informação de que a dívida ultrapassa R$ 2.196,63, Celso negou, afirmando que “Essa informação não procede”.

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