Justiça absolve sete acusados de incêndio e mortes no Ninho do Urubu

Quase sete anos após o incêndio no Ninho do Urubu, a Justiça absolveu os sete acusados pelas mortes de dez adolescentes. [...]

Decisão da 36ª Vara Criminal da Capital ainda cabe recurso; MP havia pedido condenação.

Quase sete anos após o incêndio no Ninho do Urubu, a Justiça absolveu os sete acusados pelas mortes de dez adolescentes.

Quase sete anos após o incêndio no Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo, a Justiça absolveu os sete acusados pelos crimes de incêndio culposo e lesão grave. Dez adolescentes morreram e três ficaram feridos no incidente.

A decisão, proferida pela 36ª Vara Criminal da Capital, ainda está sujeita a recurso. O juiz Tiago Fernandes Barros considerou a ação improcedente após o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ter pedido a condenação de todos os acusados.

O incêndio ocorreu em fevereiro de 2019, em contêineres usados como alojamento para as categorias de base do clube. Vinte e seis atletas estavam dormindo quando o fogo começou em um aparelho de ar condicionado.

Entre os réus, estavam dois diretores do Flamengo, dois engenheiros responsáveis pelas partes técnicas dos contêineres e sócios da empresa de refrigeração que realizava manutenção nos aparelhos de ar condicionado. Anteriormente, o processo contra o então presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, já havia sido extinto, e outros três acusados foram absolvidos.

As famílias dos dez adolescentes mortos já receberam indenizações do Flamengo. Em setembro, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou um recurso do clube para incluir a empresa NHJ do Brasil no processo de indenização.

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