Julho registra aumento alarmante de feminicídios em Mato Grosso do Sul

Com cinco feminicídios em julho, Mato Grosso do Sul atinge 18 assassinatos de mulheres em 2026, tornando-se o mês mais letal do ano. O aumento [...]

O mês de julho de 2026 se tornou o mais letal registrado em Mato Grosso do Sul, com cinco casos de feminicídio, elevando o total de assassinatos de mulheres para 18. O último caso ocorreu na manhã de sexta-feira (31), quando Adrielle Encarnação Rodrigues, de 26 anos, foi esfaqueada por Douglas Richard, de 49 anos, em Corumbá. Este foi o segundo feminicídio em menos de 24 horas no estado.

Antes de julho, março era o mês mais violento, com quatro feminicídios, incluindo os casos de Liliane de Souza Bonfim Duarte, Leise Aparecida Cruz, Ereni Benites e Fátima Aparecida, todas mortas em suas residências. O crescimento nos números de feminicídios em Mato Grosso do Sul se destaca em um cenário nacional que registrou 1.571 casos em 2025, representando um aumento de 4% em relação a 2024. No estado, o aumento foi ainda mais acentuado, alcançando 10,5%, com 39 casos em 2025, comparado a 34 em 2024.

Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a quarta posição no ranking de feminicídios no Brasil, conforme dados do Anuário da Violência Pública, divulgado no último dia 23. As estatísticas evidenciam um padrão de violência que se manifesta em contextos de agressão doméstica e familiar, frequentemente motivadas por desprezo e discriminação contra as mulheres.

Entre os casos mais notórios, destaca-se o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, que foi assassinada em fevereiro de 2025 Em Campo Grande, aos 42 anos, por seu noivo, Caio do Nascimento Pereira. O crime chocou a sociedade e levantou questões sobre a segurança das mulheres em suas próprias casas.

A lista de feminicídios em 2026 inclui casos como o de Josefa dos Santos, em Bela Vista, em 16 de janeiro, e Rosana Candia Ohara, em Corumbá, em 24 de janeiro. A violência contra as mulheres tem gerado uma resposta que inclui a criação de Medidas Protetivas e a atuação de órgãos como a Defensoria Pública e o Ministério Público, além de iniciativas como a Patrulha Maria da Penha e a Guarda Municipal.

As autoridades têm enfatizado a importância de denunciar agressões e buscar apoio por meio da Central de Atendimento à Mulher, que oferece serviços de acolhimento e orientação. A violência contra a mulher continua sendo um tema de grande relevância e urgência no Brasil, e a necessidade de medidas eficazes para sua prevenção se torna cada vez mais evidente.

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