Julgamento de habeas corpus de Neno Razuk é adiado pelo TJMS

O ex-deputado Neno Razuk, preso na Bolívia, terá seu pedido de habeas corpus julgado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul em 15 [...]

Neno Razuk, que foi preso na Bolívia, chegou ao Centro de Triagem de Campo Grande na tarde desta segunda-feira (4). O julgamento do pedido de habeas corpus (HC) pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) estava previsto para a próxima quinta-feira (6), mas foi adiado para daqui a 15 dias a pedido da defesa do ex-deputado.

Acusado de liderar o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, Neno foi detido na noite de domingo. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é o responsável pela investigação. A defesa alega que Neno deixou o país após perder seu mandato e estava aguardando uma chance de retomar seu foro privilegiado, mas esse recurso foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Esse habeas corpus já havia sido negado liminarmente pelo desembargador Jonas Haass Silva Júnior. O juízo da 4ª Vara Criminal Residual de Campo Grande e o Ministério Público também se manifestaram contra o pedido de liberdade, que se baseia em quatro teses: incompetência do juízo para decretar a prisão, ausência de pressupostos da prisão preventiva, confusão entre a modificação da situação de fato e fato novo a justificar a prisão preventiva e inexistência de elementos que autorizem a prisão cautelar.

Na manhã desta terça-feira (4), a defesa de Neno planeja visitá-lo na unidade prisional. O ex-deputado tinha um mandado de prisão em aberto no Brasil e estava com um pedido para inclusão na difusão vermelha da Interpol em análise. Sua prisão ocorreu em Santa Cruz de la Sierra, e a Polícia Federal (PF) informou que o local foi definido após um intenso trabalho de monitoramento em conjunto com as autoridades bolivianas.

Apesar da detenção, a defesa afirma que Neno já havia se comprometido a se apresentar ao Gaeco e estava em direção ao Brasil quando foi preso. Após ser levado para a PF em Corumbá, foi transferido para o Gaeco e, na segunda-feira, deu entrada no presídio.

As investigações sobre o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul começaram após uma série de roubos de malotes entre grupos rivais, sendo registrados três Boletins de Ocorrência (BO). Em dois deles, vítimas reconheceram um sargento da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) como autor. Neno Razuk negou qualquer envolvimento com as atividades ilegais, afirmando que não tem participação no esquema e que a investigação irá provar sua inocência.

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