Marianna de Mendonça Pompeu, de 23 anos, enfrenta uma batalha para conseguir chegar a Brasília, onde dará continuidade a um tratamento de reabilitação especializado. Acamada há dois anos, após complicações decorrentes de uma cirurgia cerebral, a jovem teve o transporte aéreo negado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sob a alegação de que não se enquadra nos critérios estabelecidos.
Diagnosticada com uma Malformação Arteriovenosa cerebral aos 21 anos, Marianna passou por um procedimento cirúrgico complexo. Durante o período de recuperação, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que a deixou em coma por mais de 45 dias. Como consequência, perdeu os movimentos das pernas e do braço esquerdo, necessitando de cuidados contínuos.
Apesar das dificuldades, a família conseguiu uma vaga para Marianna em um hospital de referência no Distrito Federal, com início do tratamento previsto para 12 de agosto. No entanto, seu estado de saúde delicado exige cuidados especiais durante o transporte. A longa permanência acamada resultou no desenvolvimento de miosite ossificante, uma condição que compromete ainda mais sua mobilidade, além do aumento de peso, o que dificulta o deslocamento por via terrestre.
Regina Garcia de Mendonça Pompeu, mãe de Marianna e professora, buscou auxílio através do programa Tratamento Fora do Domicílio, mas o pedido de uma ambulância aérea foi indeferido.
“Minha filha tem uma chance de continuar o tratamento, mas precisa estar lá no dia certo. A única coisa que peço é um meio seguro para levá-la até o hospital. Já enfrentamos muita coisa nesses dois anos”, lamenta Regina.
Diante do impasse, a família busca alternativas para viabilizar o transporte seguro da jovem até Brasília. “O transporte de ida e volta custa R$ 110 mil. Fizemos uma pastelada que arrecadou R$ 10 mil, mas ainda falta muito. Abrimos vaquinha solidária pela chave Pix dela por ser nossa única esperança”, explica a mãe.
Doações podem ser feitas através da chave Pix 6799155-7087 em nome de Marianna de Mendonça Pompeu.
A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande foi contatada para comentar o caso.