No Paraná, jogador vítima de racismo leva punição maior que agressor

Jogador do Nacional, Paulo Victor, é punido com mais jogos de suspensão do que o atleta que o ofendeu racialmente durante partida no Paraná. [...]

Paulo Victor, do Nacional, foi suspenso por dez jogos após reagir a ofensas racistas, enquanto o agressor pegou sete jogos de suspensão.

Jogador do Nacional, Paulo Victor, é punido com mais jogos de suspensão do que o atleta que o ofendeu racialmente durante partida no Paraná.

O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) julgou um caso de racismo ocorrido em partida entre Batel e Nacional, pela Taça da Federação Paranaense de Futebol. O jogador do Nacional, Paulo Victor (PV), foi chamado de “macaco” pelo adversário e punido com dez jogos de suspensão.

O agressor, Diego Gustavo de Lima, do Batel, foi suspenso por sete jogos.

Após a injúria, PV reagiu com um soco em Diego e foi acusado de cuspir no jogador, resultando na punição de dez jogos. Gustavo, pela ofensa racial, foi suspenso por sete jogos.

O Batel rescindiu o contrato do agressor.

Em pronunciamento nas redes sociais, PV expressou sua incompreensão sobre a punição mais severa que recebeu em comparação com seu agressor.

“Meu sentimento já era de impotência, agora ainda mais. Não me senti amparado e queria entender realmente essa sentença de pegar mais jogos do que quem cometeu o crime”, declarou PV.

O caso gerou debates sobre a proporcionalidade das punições em casos de racismo no esporte, com muitos questionando a decisão do TJD-PR.

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