Um dos arquivos das investigações do caso de Jeffrey Epstein, divulgados recentemente, revela que ele tinha um registro ativo no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Brasil. O documento, emitido em 23 de abril de 2003, aparece como regular no sistema da Receita Federal e contém o nome completo de Epstein e sua data de nascimento.
A Receita Federal informou que informações sobre inscrições no CPF são fornecidas apenas ao titular ou a representantes legais. No caso de pessoas de outra nacionalidade falecidas, apenas inventariantes ou familiares próximos podem solicitar informações sobre o CPF.
Além disso, outra troca de e-mails entre Epstein e a empresária alemã Nicole Junkermann mostra que ele considerou solicitar a cidadania brasileira. Em sua resposta, Epstein mencionou que a ideia era interessante, mas que a obtenção de vistos poderia ser um problema para viagens internacionais.
Depoimentos indicam que Epstein esteve no Brasil nos anos 2000 e, junto com Jean-Luc Brunel, contava com uma cafetina brasileira para obter prostitutas, incluindo menores de idade. Essas ações foram investigadas pelo FBI, que apontou que Epstein ajudou Brunel a fundar uma agência que funcionava como fachada para recrutar meninas estrangeiras.
