Jaques Wagner SE defende de acusações em discurso no Senado antes de operação da PF

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, negou vínculos com o empresário Daniel Vorcaro e defendeu sua inocência em meio a investigações sobre fraudes [...]
Jaques Wagner é líder do governo Lula no Senado desde 2023. (Foto: Carlos Moura/

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, fez uma defesa pública de sua imagem em plenário, apenas dois dias antes de ser alvo de uma operação da Polícia Federal. No discurso, Wagner rebateu as suspeitas que envolvem seu nome nas investigações sobre fraudes no Banco Master, afirmando que nunca houve uma investigação que comprovasse qualquer irregularidade em seu comportamento ou no do ex-governador Rui Costa.

Wagner destacou que a revista Veja havia insinuado que revelaria supostos negócios do PT na Bahia, algo que, segundo ele, foi repetido diversas vezes sem a apresentação de provas. O senador mencionou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que também se disse alvo de ataques pessoais e institucionais pela mesma edição da revista, que o mencionou em uma proposta de delação.

Em sua fala, Wagner questionou a validade do instituto da colaboração em casos de pessoas já presas, como o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, que é investigado por suposta corrupção. O senador ainda se mostrou à vontade para afirmar que não possui qualquer relação com Daniel Vorcaro, com quem afirmou ter se encontrado apenas duas vezes. Ele enfatizou que não tem nenhum negócio com o empresário e que não possui CNPJ, apenas CPF.

De acordo com as investigações, a Polícia Federal suspeita que Wagner tenha recebido um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões como propina de Augusto Lima, em troca de favores relacionados ao Banco Master. Os investigadores acreditam que a propina foi paga por meio de uma empresa vinculada a um familiar do senador. Além disso, a PF está apurando outras possíveis irregularidades, incluindo pagamentos de propina do banco para a empresa de um parente de Wagner.

A operação da Polícia Federal não se limita a Jaques Wagner. A corporação também está cumprindo mandados de busca em endereços de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. Lima foi o responsável pela implementação do sistema de crédito consignado para servidores públicos durante o governo Wagner, que ocorreu entre 2007 e 2014. Este sistema, conhecido como Credcesta, tornou-se um ativo crucial para o Banco Master.

A defesa de Augusto Lima classificou as ações da PF como desnecessárias, afirmando que o empresário está à disposição das autoridades há seis meses para esclarecer os fatos em investigação. Até o momento, Jaques Wagner não se manifestou oficialmente sobre os desdobramentos da operação.

Leia mais

Rolar para cima