O Japão, recentemente alvo de restrições impostas pela China sobre a compra de terras raras, busca alternativas para diversificar fornecedores desses insumos, inclusive no Brasil. A China proibiu a exportação de determinados elementos de terras raras e de outros itens ao Japão que poderiam ser usados para fins militares.
A China é responsável por cerca de 94% da produção global de ímãs permanentes, usados em turbinas eólicas, motores elétricos e equipamentos de defesa.
Uma das alternativas de diversificação é Goiás, onde as negociações tiveram início no começo de 2025, quando o governador do estado, Ronaldo Caiado, viajou ao Japão e se reuniu com investidores e autoridades do governo japonês para tratar do tema.
O governador ressaltou que qualquer acordo deve ter como premissa a transferência de tecnologia e o avanço para etapas de maior valor agregado da cadeia produtiva, e não apenas a extração do minério. Além disso, municípios como Nova Roma, Catalão e a Província Estanífera de Goiás também concentram grandes reservas desse tipo de minério.
