Jane Goodall e a conexão entre humanos e chimpanzés

A primatóloga Jane Goodall, falecida aos 91 anos, defendia que o contato com grandes símios revela a dignidade desses animais e a conexão com os [...]

Primatologista falecida aos 91 anos defendia o contato direto com grandes primatas para reconhecer sua dignidade.

A primatóloga Jane Goodall, falecida aos 91 anos, defendia que o contato com grandes símios revela a dignidade desses animais e a conexão com os humanos.

Após a morte de Jane Goodall aos 91 anos, o mundo perde uma defensora dos primatas e da conexão entre humanos e animais. A primatóloga acreditava que todos deveriam ter a chance de “apertar as mãos” de um grande símio, como chimpanzés, bonobos, orangotangos ou gorilas, para reconhecer sua dignidade.

Goodall, que dedicou sua vida ao estudo dos chimpanzés, defendia que a experiência de interagir com esses animais, idealmente em ambientes que atendam às suas necessidades de espaço e convívio social, é transformadora. Mesmo em santuários que abrigam animais resgatados de situações de maus-tratos, como o Santuário dos Grandes Primatas de Sorocaba (SP), é possível perceber a dignidade dos símios.

O jornalista Reinaldo José Lopes, em sua coluna, relata que visitou o santuário e se impressionou com a semelhança entre as mãos dos chimpanzés e as dos humanos. Segundo ele, as linhas nas palmas das mãos são praticamente indistinguíveis, um lembrete da proximidade entre as espécies. Goodall abriu uma janela para enxergarmos que estamos menos sozinhos do que imaginamos.

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