O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que está internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de broncopneumonia. A decisão foi tomada após o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, manifestar-se favoravelmente ao pedido da defesa do ex-presidente, destacando a necessidade de monitoramento constante de sua saúde.
Moraes impôs medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, para garantir a segurança durante o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. O procurador ressaltou que o estado de saúde do ex-presidente demanda cuidados que o sistema prisional não consegue proporcionar adequadamente.
A internação de Bolsonaro começou no dia 13 de março, e sua equipe médica defendeu a transferência para a prisão domiciliar. A decisão de Moraes foi influenciada pela análise do relatório médico enviado pelo hospital, que permanece sob sigilo.
A defesa de Bolsonaro já havia solicitado a reconsideração de uma decisão anterior sobre sua prisão, e a PGR apontou a relevância da atenção à saúde do ex-presidente como um fator determinante para a concessão da prisão domiciliar.
