Irã utiliza estratégia de guerra nas sombras contra EUA e Israel para evitar conflitos diretos

O Irã adota a guerra nas sombras, utilizando intermediários para realizar ataques cibernéticos e sabotagens contra EUA e Israel, evitando conflitos abertos. [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

Para evitar um confronto direto com potências militarmente superiores, o Irã aposta na chamada "guerra nas sombras". A estratégia envolve o uso de intermediários para realizar ataques cibernéticos, sabotagens e atentados, elevando o custo do confronto sem declarar guerra aberta.

Essa abordagem permite que o Irã cause danos e pressione seus adversários, mantendo a possibilidade de negar o envolvimento oficial. Recentemente, explosões perto da embaixada americana na Noruega e danos em sinagogas na Bélgica foram investigados, enquanto países como Reino Unido, Alemanha e França aumentaram a vigilância sobre células ligadas à inteligência iraniana.

Células adormecidas, compostas por agentes ou simpatizantes, aguardam comandos para agir. Inteligências ocidentais detectaram transmissões de rádio suspeitas que podem ativar esses indivíduos, possibilitando ações que vão desde assassinatos até recrutamento de organizações criminosas.

A Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, comanda essas operações clandestinas. A estratégia serve como dissuasão, sinalizando capacidade de ferir inimigos globalmente, enquanto evita um conflito que poderia levar à destruição do regime iraniano.

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